Rota 66

Desvendando a Rota 66

18 de setembro de 2014
por Route 66
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Chain of Rocks

A história da surpreendente ponte de Chain of Rocks se mistura com a ocupação e o desenvolvimento dos EUA. Construída em 1929 sobre o rio Mississippi para ligar o estado de Illinois à Missouri, ela substituiu as antigas balsas de transporte e aliviou o tráfego agravado pelos novos automóveis. O curioso nome vem de uma cadeia de rochas com 27 km de extensão no interior do rio, tornando a travessia do Mississippi uma perigosa mas necessária empreitada desde os tempos mais remotos. Vale ressaltar que o rio é o segundo maior de todo o país, formando a maior bacia hidrográfica da América do Norte junto com o rio Missouri, um de seus afluentes.

Chain of Rocks é uma verdadeira obra da engenharia para sua época. De sua criação, por empresas privadas, passou para o controle da cidade de Madison (em Illinois) e abrigou um importante trecho da Rota 66 a partir dos anos 1930. Cruzar o rio Mississippi não era uma tarefa fácil! Entretanto, a chegada de novos modelos de automóveis fez com que a ponte se tornasse estreita para essa demanda. Somando-se o fato do alto pedágio cobrado pela travessia e a construção de novas pontes gratuitas, Chain of Rocks foi fechada, sem um destino certo, em 1970. Mesmo que hoje a Rota 66 cruze o rio Mississippi através da ponte Mac Arthur, Chain of Rocks ainda é uma das maiores pontes de aço de todo os EUA.

Até o final dos anos 1990, a ponte teve seu destino incerto e conflituoso com a chegada das ondas de violência e crime. A demolição parecia o caminho mais provável para este patrimônio, mas era tão cara que nossa querida ponte perdurou até que um novo uso fosse encontrado. Foi então que o grupo norte-americano Trailnet arrendou-a e investiu mais de 4,5 milhões de dólares para sua manutenção. O investimento valeu a pena: hoje, Chain of Rocks é usada por pedestres e ciclistas em um dos belos cartões-postais sobre a Rota 66. Talvez o filme “Escape from New York”, gravado no local, tenha contribuído para mudar a mente dos diretores da demolição. Mas qualquer que tenha sido o motivo, todos agradecemos por continuar fazendo parte da história da Rota 66!

 

15 de setembro de 2014
por Route 66
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Calico, a cidade fantasma

Calico é uma cidade mineradora do Velho Oeste surgida em 1881, durante a gigantesca corrida de prata na California. Totalizando 500 minas, a cidade arrecadou mais de 20 milhões de dólares em minério de prata ao longo de apenas 12 anos!

No final do século XIX, a prata passou a não ser mais valorizada e o seu valor no mercado caiu. Assim, a cidade perdeu a sua população. Os mineradores pegaram suas coisas e seguiram para outras regiões dos Estados Unidos, abandonando a cidade que outrora lhes rendeu uma boa vida. Foi então que Calico se tornou uma ‘cidade fantasma’.

Somente depois de 50 anos a história da cidade abandonada passa a mudar. Walter Knott, um fazendeiro da região, comprou Calico e restaurou as construções originais com exceção de apenas 5 prédios, restaurados e mantidos com o incrível ar de Velho Oeste.

Hoje, Calico faz parte da San Bernardino County Regional Parks, uma unidade de parques administrada pela California que recebem turistas de todos os cantos do mundo. Calico oferece a oportunidade de uma história surpreendente e grandes belezas naturais das cercanias da região.

Paralelamente, o curioso é que a cidade também oferece shoppings, restaurantes, campings e diversas atividades que não são oferecidas em outros parques da região.

É muito fácil chegar à Calico! Está apenas a 200 km do centro de Los Angeles e a 220 km de Las Vegas. Visite:

36600 Ghost Town Road
Yermo, California 92398
Aberto todos os dias das 9 às 17 horas

4 de setembro de 2014
por Route 66
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Bagdad Cafe

A cidade de Bagdad, na Califórnia, possui uma intrigante curiosidade: é uma das inúmeras cidades-fantasma às margens da Rota 66. Fundada em 1883, está localizada dentro do deserto de Mojave, um dos locais mais quentes de todo o território norte-americano. Com a desativação da histórica Rota 66, a cidade assistiu sua prosperidade evaporar, levando embora seus habitantes, negócios e viajantes. Outra curiosidade é que o local mantém até hoje o recorde da maior seca já ocorrida nos EUA: incríveis 767 dias sem chuva!

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Bagdad Cafe em Newberry Springs, California.

Apesar do abandono, Bagdad está na imaginação de muitos fãs ao redor do mundo. É nesta cidade que surgiu o Bagdad Cafelocal estratégico de parada para vários viajantes que cruzavam o deserto pela Rota 66. Mas foi somente após o filme alemão “Bagdad Cafe”, de 1987, que o estabelecimento voltou a ter fama e o carinho do público, servindo como grande inspiração para o longa. O que poucos sabem é que o estabelecimento original já não existe mais – na verdade, o local-cenário para o filme está em Newberry Springs, cidade a 80 quilômetros de Bagdad. Antes conhecido por Sidewinder Café, também na Rota 66, teve seu nome alterado devido à chegada crescente de turistas atraídos pelo boom do filme. Em seu interior, as paredes são repletas de fotografias do elenco e dos inúmeros turistas “transportados” a um verdadeiro cafe dos anos 60.

Para aqueles que se aventuram pela Mother Road, o Bagdad Cafe é parada crucial nas cercanias do deserto de Mojave. E um verdadeiro convite para a cultura do oeste americano!

Visite:
46548 National Trails Hwy
Newberry Springs, CA 92338

2 de setembro de 2014
por Route 66
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Aventura “solo” pela Rota 66

Olá pessoal! É com enorme prazer que escrevo para vocês as aventuras sobre duas rodas que tanto gosto. A viagem já estava planejada há cerca de seis meses e estava muito ansioso para estar em um lugar onde qualquer motociclista já pelo menos pensou ou sonhou estar: A mãe de todas as rodovias, a lendária “Route 66”.

Não foi possível reunir todos os integrantes como eu gostaria, mas mesmo assim não desisti do sonho e resolvi que mesmo que sozinho iria realizar essa aventura.

O planejamento foi simples como de costume, nada profissional, o objetivo é sentir a liberdade e viajar conhecendo o máximo de lugares possíveis, mas com segurança. Apenas esbocei um trajeto no Google Maps e o dividi ao longo dos sete dias que tinha disponível para viajar de moto, entrei em contato com a Apex Travel para locação da moto e fechei os detalhes. Reserva de hotel apenas para o primeiro dia em Los Angeles e bem pertinho da EagleRider, onde iria retirar a moto. Em resumo o planejamento era rodar em uma semana mais de 2 mil milhas, formando um “loop” como os americanos diziam, saindo de Los Angeles seguindo pela lendária rodovia sentido Leste, no caminho encontraria lugares fantásticos e pontos turísticos como o Grand Canyon, desertos e muitas outras coisas que irei descrever detalhadamente a seguir.

Atravessando metade do continente Norte-Americano iria contornar Albuquerque sentido Santa Fé, onde faria meia volta retornando sentido Oeste passando pelo Monument Valley, Las Vegas, o famoso Death Valley e seu inacreditável calor, retornando a Los Angeles finalmente. Dessa forma passei pelos estados da Califórnia, Arizona, New México, Utah e Nevada. Um pequeno e importante detalhe que gerou muita preocupação entre meus conhecidos é o fato de que eu não falo inglês, então imaginem as situações que passavam pela minha cabeça, mas graças a DEUS eu consegui me virar bem, mas posso dizer que não consegui fazer muitos amigos, foi difícil ficar sete dias sem conversar com quase ninguém pessoalmente.

Para suprir esse “pequeno” probleminha de comunicação, levei um Nextel com conexão direta com minha namorada e agora tradutora oficial, e posso dizer que foi muito útil, não só pela tradução, mas para poder conversar com alguém e dar risadas das situações que foram ocorrendo…

Saí de Guarulhos no dia 05 de Julho chegando a Los Angeles no dia 6 bem cedinho, neste dia tratei de me equipar para a viagem, comprei tudo que era necessário: capacete, jaqueta, calça, bota, malas, luvas e etc. No fim do dia estava bem cansado não só pela viagem longa, mas também por passar o dia todo aprendendo a andar em um lugar novo e pelas dificuldades na comunicação, tinha sempre que me virar sozinho sem conseguir pedir nenhum tipo de ajuda. Cheguei ao hotel à noite, organizei as tralhas e deixei tudo preparado para sair bem cedo no dia 7, o primeiro dia da viagem com a moto. No primeiro dia acordei todo atrapalhado, acho que ainda não tinha acostumado com o novo fuso horário. Fui retirar a moto, o pessoal da EagleRider foi muito simpático e me ajudaram muito falando espanhol.

06 Aluguei uma BMW R 1200 RT, um espetáculo de motocicleta, muito confortável e com uma ótima autonomia, esse conjunto ajudou bastante durante todo o roteiro que percorri. Após a retirada da moto voltei ao hotel para fixar as bagagens e duas surpresas desagradáveis, mas que consegui contornar. A primeira é que o tanque desse modelo não tem a superfície de metal, dessa forma as malas padrões de tanque que são fixadas com imãs não grudam na superfície deste modelo. Com isso tive que amarrar a mala no tanque. E a segunda é que a tomada padrão de 12v de todos os veículos é diferente nos modelos da BMW. Resultado: não teria muito tempo de GPS, apenas o tempo que a bateria agüentasse, cerca de 3 horas. Mas confiante e com espírito aventureiro iniciei a viagem tentando sair de Los Angeles, definitivamente posso dizer que essa foi a parte mais difícil que enfrentei em toda a viagem. Eles têm milhões de “freeways” que cruzam toda cidade e que vão para todos os lados, rodovias com oito faixas de trânsito rápido e ninguém fica andando como turistas perdidos. Sempre um carro atrás do outro com um fluxo bem intenso e eu com uma moto no meio de toda essa gente sem saber ao certo para onde ir.

07 O GPS me ajudou muito nessa hora, mas a bateria não foi suficiente e tive que parar no acostamento e me localizar com o famoso mapa rodoviário de papel. Pelo menos 20 minutos parado lendo o mapa consegui me localizar e segui viagem. A essa altura já eram cerca de 2 horas da tarde e eu ainda estava na Califórnia. Consegui encontrar a rodovia correta e segui sentido Leste, buscando a divisa com o Estado do Arizona, a Terra do Sol. Enquanto isso lindas paisagens surgiam, montanhas no horizonte e uma usina eólica chamaram muita atenção. O clima ficava cada vez mais agradável o calor sempre aumentando cruzei algumas cidades e finalmente estava na histórica Rota 66. A sensação foi inacreditável estava ali em um lendário local, totalmente deserto, o famoso símbolo da rota estava desenhado na pista, foi inesquecível, não conseguia determinar o quanto estava feliz e realizado naquele momento e ainda era o primeiro dia! Não conseguia acreditar… Retomei o percurso depois de algumas fotos e percebi que já eram cerca de 7 horas da noite, achei estranho, pois estava muito sol, perto dos 40 graus, finalmente uma novidade boa. O dia dura muito mais lá, começa a escurecer somente perto das 9 da noite. Isso fez render bastante, pois não precisei rodar a noite. Apenas neste dia rodei cerca de 100 milhas a noite para alcançar a cidade de Williams e ter o próximo dia livre para conhecer o Grand Canyon.

08 Primeiro dia tranqüilo! Acostumei-me bem com as estradas americanas e estava bem tranqüilo com relação ao caminho, além de estar dentro do esboço de planejamento. Acordei cedo e tomei aquele café da manhã horrível, com muita gordura e produtos industrializados. Segui pela estrada que dá acesso ao parque onde fica o Grand Canyon, umas das sete maravilhas do mundo demonstrou facilmente a razão deste título, um lugar fascinante… uma vista inacreditável. É difícil entender como algo tão gigantesco está no meio de uma região tão desértica. O parque é muito organizado e existem diversas formas de explorar a região. A grande maioria dos americanos viaja e explora essa região com trailers e acampando. Optei por seguir pelas trilhas que beiram o imensurável precipício, andei cerca de quatro horas, vendo pessoas de todo o mundo, inclusive muitos brasileiros que me reconheciam através de uma pequena bandeira que me acompanhou a viagem inteira. Algo muito inusitado é que não existe nenhum tipo de proteção ou barreira nos precipícios do maior canyon do mundo, existem placas que advertem o perigo de tamanha altura que você está deparado, mas os limites estão por sua conta e risco.

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Andei muito e já estava exausto, estava muito quente e novamente voltei para a estrada, empolgado com tudo que estava vendo e muito realizado de estar em um lugar histórico! Parada para um lanche rápido e abastecer a moto, segui sentido leste juntamente com o entardecer e um lindo Sol no horizonte se preparando para se pôr… O objetivo agora era a cidade de Winslow, cidade padrão do interior, pequena e pacata; só parei para dormir mesmo. Mas 6 km antes de chegar uma grata surpresa: vi uma placa dizendo algo como “Cratera de Meteoro 6 Mi” fiquei curioso e decidi seguir as placas que faziam um pequeno desvio da estrada, segui por uma rodovia simples e logo cheguei a outro parque onde havia um buraco enorme, o mesmo foi resultado do impacto de um meteoro que caiu na terra. O lugar é simples, mas é curioso estar em um lugar assim, sempre ouvimos falar desses locais na TV e em filmes e já que estava tão pertinho resolvi conferir e gostei!

Após uma rápida olhada segui para o hotel onde pernoitei com direito a piscina e SPA relaxante, afinal férias são férias certo?!?! Acordando cedo começa a tarefa mais difícil: me comunicar, conseguir fechar a conta do hotel e tomar um bom café da manhã… Estava me divertindo com essas situações, mas a deste café da manhã foi hilária… Fui tomar café da manhã em um mercado ao lado do hotel, pra variar o calor já estava a toda, cerca de 35 graus logo cedo. Sempre pedia o conseguia falar ou apontar para as atendentes, então pedi um lance que estava à vista, dois cookies e queria beber um suco de laranja… rs* mas sabe como é, né? De manhã, o cérebro ainda dormindo, não conseguia me lembrar da palavra “juice” só lembrava do “Orange”. Tentei gesticular e falei: – Orange!… Sempre muito prestativos a atendente não teve dúvida… kkk saiu do balcão e me levou até uma gôndola com um monte de laranjas… Não acreditei! Mas na verdade ela estava certa, foi exatamente o que eu falei… No final das contas tomei uma limonada mesmo!

Mas voltando a viagem neste dia não havia nada de diferente a fazer, seria um dia para simplesmente andar de moto o dia todo como eu gosto, sem horários, sem destino definido apenas com um rumo, o leste. Moto abastecida novamente e pé na estrada… Segui pelo Arizona passando por paisagens lindíssimas e tranqüilas, aquelas imagens desérticas, te acalmam de uma forma impressionante! Pouco depois do meio dia estava atravessando para o estado de New México, chequei em Albuquerque e fui diretamente para Old-Town um centro antigo com casas de madeira e o comercio local bem típico do interior dos EUA, parei a moto na praça e alguns curioso já se aproximaram, o dialogo não fluiu muito, mas dá para se entender e a simpatia novamente me chamou a atenção, todos me falavam que ninguém iria ter paciência comigo e que iriam me tratar mal, mas o que via era totalmente o contrário. Conheci muitas lojinhas e comprei algumas lembranças, um sorvetinho pra refrescar e passei um tempinho na praça apenas apreciando o movimento e observando os costumes.

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O trânsito de veículos é impecável todos se respeitam e respeitam as leis e sinalizações, muito legal isso. A segurança é invejável em todos os locais que passei. Após algumas horas, segui para o centro de Albuquerque, localizei a avenida central, esta avenida é a antiga histórica route 66, passeando como sempre encontrei um bar com diversos motociclistas e alguns “motoqueiros selvagens” rs* me senti em um filme!! Aqueles “tipos” com coletes de couro, barba e bandana. Parei a moto e entrei para conhecer, todos já me olhavam de forma estranha, percebendo que eu não era um freqüentador, primeiro pela minha roupa e segundo por estar com uma BMW, na frente do bar só tinha Harley e motos totalmente customizadas… e pra fechar com “chave de ouro” pedi uma Limonada… até a garçonete me olhou estranho!

A esta altura já eram umas quatro da tarde. Dei uma checada no mapa e decidi seguir para pernoitar em Santa Fé. Antes de sair percebi que diversos motociclistas andavam sem capacete, perguntei para o cara do bar e realmente o uso de capacetes em alguns estados é opcional, como estava um calor de 40 graus e eu não tinha pressa nenhuma, fixei o capacete na moto e segui no melhor estilo cabelos ao vento para Santa Fé. Trajeto tranqüilo, novamente não consigo parar de me impressionar com as paisagens, são impressionantemente lindas, cheguei ao centro de Santa Fé próximo do anoitecer, novamente uma cidade grande perto das que vinha conhecendo, rodei um pouco e comecei a procurar um hotel. Novamente uma surpresinha que não estava no script, a cidade estava literalmente lotada, parei em diversos hotéis de diversos tipos e todos lotados, em um deles uma atendente muito simpática percebeu que estava começando a ficar desesperado e sem conseguir me comunicar muito bem ela decidiu me ajudar, me explicou que iria ter um show de alguma banda famosa e que por isso a cidade estava cheia e começou a ligar para hotéis da região e finalmente encontrou um quarto pra mim, onde pernoitei sem direito a café da manhã, mas pelo menos não tive que ir até outra cidade! Acordar cedo para andar de moto o dia todo!!!

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 Essa rotina estava se tornando perigosa, estava adorando tanto que foi traumático pensar que já estava quase na metade da minha viagem e que mais cedo ou mais tarde iria acabar. Santa Fé era a última cidade ao leste que eu alcancei, atravessei metade do país e agora estava dando meia volta para começar o retorno, parecia deprimente, mas em poucas horas percebi que havia muitas novidades neste caminho. Seguindo pela estrada com vegetação bem verde e belos campos, a mudança é drástica! Realmente parece que é um cenário e que simplesmente trocam o fundo. Quando percebi o verde se foi e o vermelho da terra estava predominando. Após o almoço estava cruzando para outro estado: UTAH, não conheci muito de UTAH, atravessei a fronteira apenas para seguir a estrada que dá acesso ao Monument Valley. É realmente lindo e impressionante. Estava rodando a algumas horas, acostumado com o deserto vermelho, quase nenhuma vegetação e o horizonte limpo. Nada chamava a atenção, apenas um visual que te acalma e faz você relaxar e pensar em toda sua vida em cima de duas rodas, você sobe e desce diversas montanhas e parece que está sempre no mesmo local e após umas dessas montanhas uma grata surpresa! Lá estava, ainda longe no horizonte, mas já era possível avistar enormes formações de rochas vermelhas, o Momument Valley!12

Novamente impressionado, gigantescas formações davam total harmonia à paisagem, fiquei deslumbrado, contornei todas as curvas aproveitando cada segundo e muito feliz por conquistar mais este local, segui até a próxima cidade chamada Page, uma cidade pequena e muito organizada, fica as margens do “Lake Powell” e disponibiliza diversos passeios náuticos. Fiquei com vontade de ficar alguns dias naquela cidade, mas precisava me concentrar no roteiro e lembrar que precisava estar de volta à Los Angeles em poucos dias. Apenas pernoitei para acordar cedo no dia seguinte. Em pé de manhazinha e abro a janela para dar uma verificada no tempo… sem novidades SOL SOL SOL e muito sol, café da manhã rápido, duas garrafas de água presas a moto e pé na estrada, hoje vou conhecer o Bryce Canyon o segundo maior canyon dos Estados Unidos.

A esticada da manhã será grande, não queria chegar tarde ao parque para dar tempo de conhecer os principais pontos de observação. Sai de Page e segui contornado o Lake Powell o azul celeste do lago contrasta de forma exuberante com o canário de forma geral vermelho. As estradas perfeitas, muitas curvas e retas intermináveis no horizonte. Rodei a manhã toda até chegar próximo ao parque, que já na sua proximidade começa a demonstrar traços do que nos espera, as formações do bryce canyon são mais pontudas e diferentes do outro canyon que visitara, novamente me fascinou, fiquei algumas horas apenas admirando os pontos de observação, sentei no chão mesmo e fotografei diversos pontos individualmente, após pequena exploração de alguns outros pontos que estavam no guia do parque, resolvi partir.

13 Na estrada o sol me acompanha a viagem toda, segui um trecho sentido norte, nestes últimos dias rodei por muitas cidades do interior, sempre em rodovias bem cuidadas, porem pequenas. Agora sentido ao oeste, encontrei novamente as conhecidas freeways, atravessando mais uma fronteira desta vez estava em Nevada. O destino final do dia era a badalada cidade de LAS VEGAS. Precisava de um bom descanso e me distrair um pouco jogando nos cassinos, não queria pensar de forma alguma que só teria mais um dia rodando de moto até minha aventura acabar. Segui admirando um imponente por do sol que me acompanhou até a chegada em VEGAS, por volta das 8 da noite o termômetro marcava 40 graus, não conseguia acreditar. Las Vegas dispensa comentários, a cidade vive 24 horas por dia, tudo em dimensões inacreditáveis, são impérios construídos ao longo de uma avenida, você parece uma formiguinha andando por um mundo de empreendimentos voltados ao entretenimento, consumo e aos jogos… muitos jogos! Um dia para curtir e descansar, afinal já rodei quase 4 mil quilômetros! Último dia, nem conseguia acreditar, mas chegou…

Aproveitei o dia de descanso e pesquisei sobre uma dica dada no inicio da viagem, atrás de LAS VEGAS existe um quente deserto chamado Death Valley e decidi sair bem cedo e visitá-lo antes de retornar a Los Angeles. Esse pequeno adicional me rendeu duas grandes surpresas que vocês vão ficar sabendo agora: rápido reconhecimento no mapa e sai do hotel bem cedo, o calor de 40 graus não me abandonava, pra ser ter uma idéia não consegui usar a luva e a jaqueta em nenhum dia da viagem, voltaram novinhos para casa. Sentido norte, segui por uma bela rodovia e a badalação e o agito de Las Vegas logo se transformaram no sossego do interior e do deserto, nada de prédios, na verdade, nada de nada, apenas planícies intermináveis e montanhas bem lá no fundo… Segui por horas sem cruzar com quase nada e ninguém, estava preocupado, pois pela primeira vez quase não havia placas de sinalização e não tinha certeza se estava seguindo pelo caminho correto.

Mais uma hora rodando e cruzei uma pequena vila, parei no posto para garantir a gasolina sagrada e após abastecer avistei dois homens parados ao lado do carro em frente à loja de conveniência, me aproximei e vi que estavam vestidos estilo “rappers americanos” com um jeitão de malandros, mas por estar me sentindo tão seguro com tudo, sempre vendo carros conversíveis abertos no meio da rua, deixando minha moto com bagagem e tudo nos parques que visitei, não me toquei e me aproximei para pedir informações, mostrei o mapa e tentei esboçar um inglês perguntando se estava no caminho correto para chegar onde gostaria, um deles me ajudou e me indicou o sentido com o braço para seguir reto na rodovia, agradeci e comecei a colocar o capacete para seguir, neste mesmo instante os dois também começam a entrar no carro para ir embora do posto, quanto o sujeito que me deu as informações tira a camisa, afinal 43 graus!! Até ai tudo normal…certo? Também estava achando até que a primeira surpresa que falei é avistada… quando ele virou para entrar no carro, nas costas… “enfiada” na calça uma arma… cromada e enorme olhei pra arma e logo meus pensamentos geraram um frio na barriga tremendo! Pensei: o que fazer…?!?!? O sujeito me tratou bem… me deu informações e está indo embora! Será que ele me deu a informação certa? Não pensei duas vezes, subi na moto e acelerei bem forte para longe dali, sempre esperto nos retrovisores… Foi só um susto, agora até dou risada da situação… mas na hora não foi nada engraçado… rs*.

A partir dali onde já estavam 43 graus a temperatura foi a segunda surpresa. A cada 20 minutos que se passava, 1 grau era acrescido, pensava até mesmo em dar meia volta e tocar para Los Angeles, mas resisti e cheguei ao Zabriskie Point no Death Valley a salvo, mas com inacreditáveis 49 graus na cabeça! Estava exausto de verdade, nunca senti isso, minhas pernas estavam dormentes, não conseguia parar de suar, meu queixo começou a formigar e meu pescoço mesmo com protetor solar fator 50 estava ardendo de queimado. Cheguei ao ponto de observação acreditando que haveria pelo menos um quiosque ou algo do tipo, e novamente fui surpreendido… apenas dois banheiros públicos e um estacionamento, nada para comer ou beber… não acreditava! Vi alguns carros e percebi que tinham isopores no porta-malas com água gelada, rapidamente me aproximei e peguei alguns dólares, implorei por água, nem sei como eles entenderam o que falei, acho que a única palavra certa que falei foi “water”, mas sempre solidários me ajudaram e não aceitaram que eu pagasse! Consegui duas garrafas que me aliviaram e muito naquele momento. Alguns minutos para curtir o visual e ter certeza que valeu cada sacrifício para estar ali. O calor era muito forte mesmo e segui em frente já pensado na próxima parada!

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Agora era só curtir os últimos quilômetros até Los Angeles. Rodei a tarde toda relembrando de cada detalhe de uma semana incrível que estará para sempre em minhas lembranças. No final da tarde cheguei à Califórnia e finalizei o roteiro. O resumo da aventura foi totalmente positivo, quase 5 mil quilômetros rodados, nenhum imprevisto marcante, não peguei chuva e conheci todos os locais que queria conhecer, ganhando um bônus final com o Death Valley!

Realmente fiquei surpreso com tudo dando tão certo, mas agradeço muito por ter conseguido! Pela primeira vez viajei tantos quilômetros sozinho. Posso dizer que é uma experiência incrível, é um ritual de meditação para quem gosta de aventura e liberdade, naqueles momentos você sente a real sensação de ser livre como um pássaro. Se sente voando, sem destino, sem horário, sem compromissos, apenas você seguindo os seus instintos! Foi mágico, nunca mesmo vou esquecer essa aventura!

Novamente recomendo a todos que se organizem e tracem estratégias e objetivos em suas vidas tanto para o trabalho quanto para o lazer. Colecionem histórias e momentos especiais!!! Grande abraço, e até a próxima.

Relato de André Borges P. R. Vegas
andrevegas@gmail.com

1 de setembro de 2014
por Route 66
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Arrumando a mala

Bagagem

O que você pode levar na bagagem de mão:

• Passageiros com destino ao exterior partindo de aeroportos brasileiros podem levar apenas líquidos como gel e aerossol, em frascos de até 100 mililitros
• Medicamentos líquidos com prescrição médica
• Bebidas e perfumes lacrados adquiridos nos free-shops
• Para aliviar a desidratação da pele devido ao ar condicionado, leve hidratante para o rosto e mãos, um bálsamo para os lábios e um frasco de colírio
• Jóias, documentos e ações, notebook, agenda eletrônica, máquina fotográfica, filmadora, MP3 player e telefone celular
• Até duas baterias de reposição com fração de watts-hora até 160 Wh, protegidas individualmente para evitar os curtos-circuitos.
• Pilhas em sua embalagem original

O que você não pode levar na bagagem de mão:

• Tesoura, alicate de unha, canivete e qualquer objeto cortante
• Artigos perigosos para o transporte aéreo, como líquidos inflamáveis, substâncias venenosas, materiais radioativos ou corrosivos, armas e munições. Para o transporte de armas e munições na bagagem despachada é necessária autorização especial

Checklist

• Documentos e dinheiro
• Passaporte
• E-ticket – bilhetes aéreos impressos constando ida e volta
• Vouchers: documentos de confirmação das reservas dos hotéis
• Vouchers: documentos de confirmação das reservas de locação de veículo
• Apólice do seguro viagem
• Ingressos antecipados de atrações
• Carteira de motorista nacional e/ou internacional
• Roteiro planejado com os detalhes da viagem
• Cartões de crédito, Travel Money
• Fatura com o saldo disponível no cartão de crédito para comprovação de condições financeiras na imigração
• Extrato de saldo do Travel Money
• Dinheiro em moeda nacional para pequenas despesas no aeroporto
• Quantia em dólares dividida entre diferentes carteiras/bolsos/Money port
• Cópia de todos os documentos em local separado dos originais

Outros itens

• Almofada para cabeça
• Medicamento do qual faz uso, acompanhando da prescrição médica
• Comprimidos simples como aspirina, tilenol, anti-histamínicos, medicação contra gripe/resfriado e pastilhas para a garganta
• Hidratante para o rosto e mãos
• Bálsamo para os lábios
• Frasco de colírio de até 100ml
• Máquina fotográfica/filmadora e pilhas/baterias
• MP3 player
• Telefone celular e carregador
• Muda de roupa para o caso de extravio da bagagem
• Livros/Revistas
• Óculos/lentes de contato e recipiente de armazenamento em caso de retirá-las
• Óculos de sol
• Camisinhas
• Band-aids

Bagagem despachada

• Itens de higiene pessoal
• Escova, creme e fio dental; material de higienização de óculos/lentes; barbeador e creme de barbear
• Enxaguante bucal, loção pós-barba
• Cotonetes, lâmina depilatória
• Sabonete, pinça, absorventes
• Bucha, cortador e lixa de unha
• Xampu, condicionador, escova e produtos para o cabelo
• Desodorante, protetor solar, repelente de insetos
• Hidratante corporal, maquiagem, algodão, loção de limpeza
• Touca de banho

Demais itens

• Chinelos, tênis e sapatos para passeio
• Toucas e chapéus
• Roupa íntima
• Roupa de banho
• Roupa de dormir
• Meias, luvas e cachecóis
• Calças, shorts, saias e vestidos
• Camisetas, blusas, jaquetas, casacos
• Embalagens para roupa suja
• Vestimenta e acessórios apropriados para pilotar em condições climáticas destacadas

29 de agosto de 2014
por Route 66
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12 dias pelo Oeste americano

Quem curte aventura e a sensação de liberdade com vento na cara, deve definitivamente pensar em andar de moto e por que não percorrer a lendária Rota 66, a “estrada mãe” americana.

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A Rota 66 apesar de “desativada” ainda é a mais famosa estrada americana, e seu objetivo era interligar o país, unir locais distantes, e trazer progresso para a região oeste. Ainda hoje, 70 anos após o início de sua construção, continua sendo um dos maiores símbolos de uma América ainda ingênua, perdida no tempo. Percorrê-la é fugir dos tradicionais roteiros turísticos e tentar encontrar alguma coisa que não tenha sido absorvida pela industrialização e comércio de nossos dias.

Essa mesma estrada conseguiu ligar diversas pessoas de localidades distantes do Brasil com objetivos em comum: sentir no rosto o ar quente do oeste americano, andar de moto sem se preocupar com a vida corriqueira…

Foram anos pensando numa viagem como esta…  Pensava em suas estradas, como seria a moto, os canyons, as paisagens e de repente, no dia 18 de abril de 2010, estava há 131 dias de tudo isso se realizar. Tudo foi surpreendentemente melhor que minha imaginação.

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Durante a viagem, pude viver anos em dias, enquanto “minha moto” ficava 3045 km mais rodada. Todos os dias eram diferentes e as paisagens contribuíam para isso. Poucos foram os percalços em vista da quantidade de pessoas, do tempo e distância que percorremos. E todos eles acrescentaram um tempero especial às histórias que contaremos nos próximos anos de nossas vidas.

Para essa viagem, escolhi uma excêntrica Harley Davidson Electra Glide Ultra Classic 2010, a fiel representação do tal “sonho americano” em duas rodas, claro!

rota-66-mapa

Roteiro

  1. Los Angeles
  2. Palm Springs
  3. Laughlin
  4. Grand Canyon
  5. Monument Valley
  6. Bryce Canyon
  7. Las Vegas
  8. Los Angeles

Compras

As compras tiveram seu lugar (literalmente) nessa viagem de moto. Quando optamos por esse veículo, abrimos mão do conforto de grandes porta-malas, porém nosso comboio era acompanhado por um caminhão baú para levar toda a bagagem e é claro, nossas compras pelo caminho.

O alvo principal foram lojas de motocicletas, com suas boutiques de acessórios multimarcas, além da visita à três lojas genuínas Harley Davidson para os mais apaixonados pela marca em Los Angeles, Palm Springs e em Belemonte.

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A viagem em si foi um entretenimento. Todos se divertiram muito e o auge foi a famosa Las Vegas. Lá (quase) tudo estava à disposição: de carros esportivos para locação, tiros em stand com armas de guerra ou voos de helicóptero.
Dois dias não foram suficientes para explorar Vegas. Quem sabe na próxima vez…

Gastronomia

Fast food o tempo todo. Nesse quesito senti falta da culinária brasileira. Mas valeu a experiência.

Clima

Optamos pelo início de setembro, quando faz muito calor e as chuvas são ainda mais raras. A temperatura média ficava em torno de 30 graus Celsius, com alguns picos de enlouquecer: 47 graus num trecho de quatro horas até Las Vegas.

Relato de Felipe de Melo

www.minhamoto.org
felipedemelo@gmail.com

 

27 de agosto de 2014
por Route 66
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Paradas obrigatórias da Rota 66

Se você está pretendendo percorrer a Rota 66 (seja de moto, carro ou motorhome), você precisa saber que alguns pontos da sua viagem merece uma pausa para descanso, aproveitar a cidade, a paisagem, os arredores, o clima, as pessoas e tudo mais. Para tanto, separamos algumas paradas obrigatórias para os viajantes dessa rodovia arrepiante:

Harley Davidson Cafe Harley Davidson Cafe:

Localizado em Las Vegas, o restaurante serve tanto apaixonados por motos, carros, aviões ou qualquer outro meio de transporte. Vale a pena conferir o que a marca reservou para seu público em LV. Até os não apaixonados por motos vão se apaixonar!

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Monument Valley:

Se alguém conhece Vila Velha e ficou encantado, não precisa nem dizer como se sentir em relação ao Monument Valley, não é?
Além de ser um clássico ponto turístico dos EUA, é um lugar de tirar o fôlego. Principalmente se você tem medo de altura.

IMG_2976 Los Angeles:

Geralmente, é o ponto de saída e/ou de chegada dos grupos de motoqueiros que frequentam a Rota 66. Se essa cidade não está no roteiro de viagem da sua agência, desconfie. Se você vai até a Rota 66, você tem que conhecer LA. É como ir ao Rio de Janeiro sem conhecer o Cristo Redentor.

Os pontos essenciais para sua viagem não são só esses, claro. Há dezenas de outras coisas, mas isso é assunto para outros posts!